Quinta-feira, 12 de Março de 2009

MUDANÇA DE ENDEREÇO POR ISTO AQUI É MUUUUITO RUIM!

OLÁ, MEU POVO!!!

ESTOU MUDANDO DE ENDEREÇO PORQUE ESTE AUTOHOJE ESTÁ ACABANDO COMIGO.

TENHO LIMITE DE FOTOS(peso) PRA POSTAR, DÁ ERRO DE CONFIGURAÇÃO DE TEXTO DIRETO, ENTÃO, AGORA ESTOU NO



MESMO CONTEÚDO E SEGUINDO ADIANTE.

Taí meu livro de novo pra vcs apreciarem. Por enquanto a aquisição é só comigo!!!

E visitem tb o sitio: MOCHILÃO SEM FRONTEIRAS

TEM INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO POR LÁ TAMBÉM.

SUCESSO PARA NÓS!!!!



V for Verônica
Escrito por V for Verônica em 09:04:13 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

PARA FAZER A VOLTA AO MUNDO

 

Um dos muitos sonhos das pessoas é fazer a volta ao mundo. Passar pelos 6 continentes(!), tocando a terra com os pés, trocando palavras com nativos, fotografando, filmando, molhando-se nas águas dos sete mares de Rhye, saboreando gostos locais.


Longe de querer fazer o que Philleas Fogg (Julio Verne) fez, sair correndo em 80 dias só para dar uma espirradinha ou uma idinha ao banheiro em alguns países, as pessoas que planejam uma viagem dessas querem realmente sentir o mundo, como apresentei no primeiro parágrafo. Já soube de gente que fez volta ao mundo em 30 dias(!). Devem ter ganho uma passagem VAM grátis ou estar competindo para o livro dos recordes. Bem, cada um faz o que pode no tempo que tem disponível.


Viajar num Balão por 5 semanas, 80 dias, pegar aviões por aí, trens pelo mundo, navios, transatlânticos, balsas, botes, canoas, tentar ir adiante até chegar, ao final, no início. Viagens de Gulliver, Malba Tahan pela Persia, Paul Theroux em seu bazar ferroviário, o mochileiro, aprendiz aventureiro, trabalhando, aprendendo sobre cultura e trabalhando por aí, o Biela, Nômade, pelo Brasil, eu, com meu pé que me leva pelo mundo...


Túmulo de Julio Verne em Amiens, França. Escultura de Albert Roze. O hohomem tá voltando de sua viagem ao "Centro da Terra".

Sou contra começar por um lugar e terminar por ele,mas como estamos falando de VOLTA AO MUNDO, nada mais emocionante do que fechar o cerco e costurar o caminho bem certinho reencontrando os primeiros passos.


Diria que a viagem VOLTA AO MUNDO envolve também os sabáticos porque demanda um pouco mais de tempo do que os 30 dias que normalmente temos disponíveis para VIVER a liberdade de escolher para onde ir, que horas acordar, com quem falar, o que fazer. Decidir passar um ano, 2 meses, ou 6 pela Ásia, demandaria um estudo no mesmo estilo, mas num único continente. O mundo é enorme. Ilusões á parte, jamais, em um tempo de vida atual, conseguiremos dar a volta ao mundo do jeito que deveria ser. Mais adiante de nosso tempo, talvez em mais uma geração, seja possível se viver para conhecer, ao menos, ¼ do mundo.


Provavelmente, se você decidir fazer uma viagem dessas, irá sozinho. A não ser que tenha um parente, amigo nas mesmas condições. Mas, como falo em meu livro, você nunca está sozinho. Nem que queira. Viajantes irão te acompanhar por pequenos trechos de sua jornada, pessoas e animais do mundo ocuparão seus dias e noites. Elas são sua viagem! Os locais são o belíssimo pano de fundo. As pessoas serão ação, movimento, acontecimentos. Os cães, gatos do caminho, as vacas, serão os companheiros silenciosos que te mostrarão que ainda existe vida pelo mundo. Um sapo coaxando ao seu lado torna-se o garçon do bar, com quem você irá matar suas saudades de casa, ou falará de seus projetos porque ele só te ouvirá e coaxará em apoio. O passarinho na janela, o moço no carro de boi, com a roda de madeira gritando, as árvores farfalhando, até o sinal mudando de verde ara vermelho e você contando quanto tempo ele levará para ficar verde. Momentos seus invadidos pelo mundo. Uma interferência bem vinda.


Nunca fiz uma viagem dessas, mas como alguns tenho meus projetos e considero muitas coisas (muitas mesmo) para realizá-los. Vamos analisar juntos?


Por que quero fazer uma VAM?

Quem já fez uma viagem dessas com passagem Volta ao Mundo e por conta própria: - links – vamos pedir orientações!!!

Como está a economia no mundo?

Quanto tempo tenho?

Quanto dinheiro preciso?

Vou trabalhar pelo caminho no que aparecer ou vou com a grana certa?

Qual é o meu perfil como viajante e pessoa?

Você pode deixar seu emprego?

Consigo férias de mais de 1 mês?

Posso tirar um ano, ou mais de licença prêmio?

O que é um sabático?

Alguém depende de mim financeiramente?

Tenho família (minha)?

Existe o fator IDADE para fazer uma viagem dessas?

Que documentos preciso?

Consigo vistos pelo caminho?

Como preparar o roteiro?

Quanto de peso colocar na mochila?

Estaria eu preparado para o retorno a rotina, ao TUDO NA MESMA, depois de ter dado a volta pelo mundo, pela minha vida, pelos meus conceitos?

Vale a pena comprar uma passagem VOLTA AO MUNDO?


Vamos fazendo posts com algumas destas questões.


V for Verônica

Escrito por V for Verônica em 15:38:10 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

MOCHILEIRO - PRATO CHEIO PARA O TURISMO PELO MUNDO

Ah, tem gente que ouve falar em mochileiro e já pensa logo naquele maluco lambudo, que dorme em qualquer lugar, come lanche, anda só de carona...É. A gente também faz isso!

Como já havia citado por aqui mochilar é um estilo de viagem sem classe social. Isto quer dizer que todo tipo de gente viaja assim, com todo tipo de renda e com todos os gostos.

A maioria dos mochileiros que seguem para além mar, por exemplo, tem em suas necessidades básicas NORMALMENTE:

- passagem aérea ou de navio. Ele vai procurar a mais em conta, mas se tiver problema uma vez, vai atrás de outra empresa.
- passes de trem. Eu não sou adpeta pq sou bandoleira, mas muita gente tem medo de ter roteiro vago e prefere até ter algo que o force a seguir um caminho mais certo.
- seguro saúde. Que será adquirido, certamente, junto com a passagem aérea.
- endereços de albergues. Eu procuro tudo na rede, mas o povo gosta de coisa na mão. Se vc tiver uma lista, principalmente que forneça descontos se comunicados a indicação através de sua empresa, também será uma ajuda.
- ingressos para eventos. Quanto mais se souber sobre os locais onde o futuro mochileiro quer ir, mais vc poderá se ajudar e ajudá-lo. Estou falando de comemorações, shows nas cidades, festas folclóricas, etc. Eventos em que seria mais interessante se obter o ingresso com antecedência.

Se você tem uma lanchonete legal, por aqui pelo Brasil mesmo, saiba seduzir o mochileiro. Muitas vezes ele é a base da pirâmide social. Você sabe como é nossa sociedade? Imagine todo este povo mochilando por aí. É um giro de dinheiro muito bom. Só que ninguém quer passar fome ou comer mal. Saiba receber bem o viajante mochileiro. Ele lhe recomenderá a outras pessoas DO MUNDO.

Um albergue legal é indicado também. Tenha um café da manhã fortificado. Faça com que os mochileiros sejam organizados. Chame atenção mesmo. Faça um social com todos. Saiba sobre o que há de interessante na sua região. Você também será recomendado para O MUNDO.

Ah...livrarias....se a compra de seus guias dessem desconto de alguma forma para viajantes, vocês venderiam o triplo de guias que pouco vendem. Mas tudo bem. Mochileiro é assim: empresta o seu para os outros. Livrarias, livrarias: dêem um jeito de ajudar os mochileiros!!! Eles serão grande parcela de seu mercado. Nada de só folhear os manuais; é levar dois, três! É só melhorar este valores tipo...60, R$70,00 para cima. Por exemplo, trazendo um guia antigo (só para mostrar) você leva outro com 20% de desconto!!! Que acham??? Onde a pessoa comprou? Não interessa. Esteja seguro que a próxima compra será com você!

Ah, mais uma coisa: se vc não tiver "o espírito mochileiro" como é que VOCÊ vai conseguir oferecer isso???

Captou? Vão conhecer seu mercado! Vão mochilar! E podem aprender um bocado conosco! É só ADQUIRIR MEU LIVRO!!! Ou oferecer meu livro em sua agência!!!

E se você tá pensando em arrancar grana a mais de mochileiro, aí pode esquecer. Isso é melhor que publicidade porque a gente sabe que pode adquirir muitas dessas coisas em qualquer agência. Agora, como é que você vai nos seduzir a adquirir tudo isto NA SUA EMPRESA???

Como bons  mochileiros "berbers", perguntamos: O que você pode me dar a mais que seu concorrente?

Sucesso para nós!


V for Verônica


Mochileiro também gosta de equipamentos de qualidade. Se ele tem condições vai adquirir uma boa mochila, botina, lanterna, cantil, barraca, saco de dormir, canivete e outras coisitas necessárias. Mas poderá também PEGAR TUDO EMPRESTADO.



Escrito por V for Verônica em 14:29:21 | Link permanente | Comments (1) |

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

MEU LIVRO SOBRE MOCHILÃO ESTÁ À VENDA COMIGO MESMO!!!!

MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO
o barato de mochilar 
                             só,
com pouca grana
e curtindo muito

"Viajante escolada por experiências intensas, convida você a ousar uma viagem econômica (não porque queira...), tendo como companheiro você mesmo pelo período de 30 dias(ou 20, se teve que vender 10 dias de trabalho). E não é coincidência! São suas férias da faculdade/escola ou do serviço!”
Este não é um guia turístico convencional. Não lhe dará informações sobre lugares, mas de como desfrutar melhor, e com economia, de todo e qualquer lugar. Apreciar ao máximo suas jornadas. Mesmo que sozinho.
Para onde você vai? Onde nunca ousou ir! E por lá falam idiomas estranhos, mas são iguaizinhos a você: pessoas do mundo querendo ver, descobrir, ser compreendidas, pessoas amigas, divertidas, confusas, mas sempre dispostas a lhe dizer por meio de sinais, ou apontando num mapa surrado, onde fica o Louvre, Ouarzazate, o Portão de Brandemburgo ou a Times Square. Sem medo, siga sozinho (ou acompanhado), feliz e do seu jeito, com seus próprios pés. Eu viajei assim e garanto que qualquer um dá conta. Confie em você! Na verdade ninguém está realmente sozinho. Nem que queira...

Finalmente estou com o livro em casa! O primeiro empreendimento da Editora MONTAG.

O livro tem 132 páginas, sendo 32 com fotos, é tamanho "quase de bolso" (aprox 13x18), e atolado de dicas de mochilão para vc, aspirante a uma viagem com esta e MEDROOOOSO.

É que muitas vezes dinheiro para viajar a gente tem. O que falta é "guts" (bagos)!

Já fiz um post lááá no comecinho do blog falando sobre o livro, quando ainda estava em interminável fase de acabamento, mas agora ele está aqui, comigo.

Por enquanto o livro está só comigo.
Quem sabe em uma nova edição eu ponha nas livrarias?
Quando estamos envolvidos com o trabalho ficamos inteirados de quem realmente lucra com a literatura no país. Além do povo ser pouco fã de leitura, e evitar dispender grana com livro, as livrarias ainda ficam (as mais famosas) com 60% do preço de capa. O autor fica com 10% (!) e a editora com 30%. Mesmo neste caso eu sendo autora e editora, ainda ficaria difícil. Muito mais porque é o primeiro projeto e estamos contando com ele para dar continuidade a editora que trabalhará mais com livros de viagem. Nada de relatos de jornadas apenas. Queremos que a orientação de como proceder e custos estejam nas obras. Vai dar tudo certo!


Quem tiver interesse em adquirir um exemplar pode entrar em contato por scrap(Orkut) ou e-mail - veronica.montag@hotmail.com

Meu Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?rl=brc

Por ora o livro é R$18,00

Poderão efetuar o depósito na conta:

Titular - Verônica Farias dos Santos
Banco Bradesco
Ag: 3130-5
conta: 50546-3

Posso mandar pelo correio para vc q é de outro Estado. Só tenho q acrescer o valor de R$4,80
pelo custo carta registrada. Se forem 2 livros no mesmo envelope,
sai por R$5, 60

Por favor, envie por scrap(Orkut), e-mail, depoimento ou scanneado, o nº de identificação do depósito e seu endereço para envio. Mandem o CEP pq muitas vezes o CEP que os correios apresentam é diferente do que recebemos correspondências em casa.

Espero q vcs experimentem este estilo de viagem da forma que faço e que esta literatura possa ajudá-los a aproveitar melhor além da viagem, a vida de vcs!!!!

Imaginem se conseguirmos fazer outras edições? Aí este preço, seguramente vai cair!!! Vamos lá, pessoal! Corrente para q este país vire uma grande TERRA DE MOCHILEIROS!!!!

Quem preferir pode solicitar dedicatória em seu nome ou do presentado.

Lógico! Vc tb vai querer oferecer esta aventura literária para seus amigos!

Sucesso para nós!


V for Verônica




Escrito por V for Verônica em 09:09:03 | Link permanente | Comments (0) |

MEUS CONTATOS, MEUS JOVENS ASPIRANTES A UMA MOCHILADA

Meu povo!

este AUTO HOJE é meio esquisito. Agora, como já estou nele, vou ficar até me "retar"!
Quero responder para quem escreve, mas sem sucesso.... Então, aqui estão alguns contatos meus para vcs pedirem mais informações. Mando tb a comunidade de um amigo, Eber, e a página de mochilão dele q é maravilhosa e tb escrevo por lá.

www.mochilaosemfronteiras.com

Comunidade no Orkut -
Eber, quero fazer um mochilão
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=40970605


Comunidade do meu livro no Orkut -
Meu pé que me leva pelo mundo,
o barato de mochilar 
                           só,
com pouca grana 
e curtindo muito
  
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=80169613


e-mail: veronicafs_8@hotmail.com

E daqui a pouco vem mais um post


V for Verônica
Cidadã do Mundo
Escrito por V for Verônica em 08:41:41 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

AS PESSOAS QUE PREENCHEM O CAMINHO DO MOCHILEIRO

O pessoal, quando se fala em mochilar sozinho, já reclama EXATAMENTE disto: estar só na viagem, sem ter com quem dividir o momento, ou a saudade da terra onde nasceu. Algo com que o viajante se identifique e o reporte para "casa". Saudades, vá. E medo.

Meu, quando você está mochilando por aí, nada de sozinho no deserto ou qualquer lugar inóspito, ainda mais pq vc é iniciante nesta vida, o que mais acontece é as pessoas perceberem sua existência. Diria, até, que você é admirado. Mochilar é para muitos, mas poucos enxergam isto. Então, mochileiros vcs podem ver vários por aí, mas de regiões onde é comum praticarem este estilo de viagem. Brasileiro rodando de mochila lugares do mundo? Confesso q vi poucos. Turistas são muitos. Voltando.....

É raro um povo dexiar de atentar para uma criatura com uma mochila nas costas, andando com um mapa com cara de "para que lado tenho que ir?" sem simpatizar com a bravura de um vencedor q ousou entrar pelos caminhos do desconhecido. Nada de querer endeusar um mochileiro. É apenas algo que as pessoas que tem MEDO sentem: admiração. Vontade de se espelhar naquela pessoa. Querer ter o espírito destemido como o dela. Perguntar-se "por que ela está fazendo e eu estou aqui, travado nesta terra, com receio de me aventurar? Sou feito do mesmo material, estou enxergando esta pessoa e estou com muita vontade de me comunicar com ela." É daí que lhe confirmo e enfatizo: você está sempre com gente ao seu redor.

Vem gente te perguntar de onde você veio, qual o seu roteiro, se é sua primeira vez, se você fala várias línguas, se você não quer ir na casa deles, se tem uma lembança, se quer ir numa festa, se tem lugar para dormir, se precisa de algo...tudo isto em horas de conversa, ou em uma parada de ônibus, trem, num pedido de informação. As pessoas querem mostrar que elas são legais e agradecer por você ter a curiosidade e a ousadia de se aventurar para conhecer a terra onde elas nasceram. Apresentam o melhor delas, oferecem o melhor da terra. O mochileiro tem que saber explorar isto para sentir-se " em casa" em qualquer lugar e acolhido entre "familiares". Vem DELE este poder. As pessoas podem fazer tudo por ele, mas quem tem quem tem que se abrir ao mundo somos nós. Quem tem q ousar uma conversa mais longa ou uma aventurança até uma casa somos nós. Isto acaba com a solidão de quem sente isto, e espanta a saudade porque recebe acolhidas que suprem este sentimento. A saudade virá é destes momentos, quando a gente já tá no quarto, em casa, com as mãos na cabeça, de barriga pra cima na cama, olhando proteto branco e enxergando rostos e lugares do mundo.Pensando "será que eles se lembrarão de mim? contarão histórias sobre o rapaz brasileiro que apareceu por lá e deu a eles o prazer de sua companhia?" E você, em sua humildade (porque isso cresce no mochilão), sentindo-se muito, mas muito agradecido pela oportunidade de ter convivido por horas, ou dias com aquela gente tão agradável que te fez se sentir em casa, como um grande amigo há muito não visto.

As pessoas do caminho, amigos instantâneos, são pessoas como nós. Enxergamos neles o que faremos futuramente quando virmos um viajante. Auxílio, uma conversa boa para acolchoar a estadia, um convite para algo. E depois, uma despedida bem estranha. Um vazio incompreensível porque como pode-se sentir tanto afeto por alguém que mal se conhece, alguém com quem conversamos, muitas vezes, por menos de 24 horas somadas? É o mundo que faz com que nós dê-mos o melhor de nós ao outro. Assim, o tempo de um dia é suficiente para sentir-se muito carinho por alguém que sabe-se lá quando veremos de novo. Um cara que nos acompanhou até um museu, fez o percurso de uma trilha, dividiu um lanche com você, ou apenas sentou-se por instantes no banco do ônibus. Saber tirar o melhor que alguém tem a oferecer. E isto acontece todo dia. Acham que só em viagens? Quantas vezes ignoramos uma conversa em fila de banco, brinquedo em parque, gente que senta ao nosso lado em ônibus, ou até está seguindo o mesmo caminho por uma rua? Antes de andarmos nos fechando para o mundo por medo de sermos atacados ou apenas por medo de termos que aguentar uma pessoa chata, arrisquemo-nos em momentos possíveis. Converse com as pessoas, seja gentil, seja bom, generoso. Aprenda a confiar mais. Sabe aquela breguice de mais feliz que mais amou? É VERDADE! E no mochilão você vai sentir muito mais isso. Gente, estou dizendo que a MAIORIA das pessoas são muito boas e geniais. Pode acontecer de você dar um baita azar. Eu dei várias vezes, mas foi bom. Experiência! E nem por isso vou deixar de arriscar uma conversa. Evito muitas, mas ouso algumas e valem a pena. 

As pessoas que preenchem o mochilão preenchem nossa memória para o resto da vida. Contamos delas para os outros, contamos delas diversas vezes para nós mesmos e rimos sozinhos. 

Será que elas se lembram de mim? 
Sim.


V for Verônica 

LEMBREM-SE SEMPRE DE PEGAR E-MAIL E TIRAR FOTOS DE TODO MUNDO!!!!

Foto: Brooke, Eber e eu no porto em Santorini, Grécia.

Escrito por V for Verônica em 14:10:24 | Link permanente | Comments (0) |

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

COMO JUNTAR GRANA PARA SEU PRIMEIRO MOCHILÃO

Mochilão é o estilo de viagem que permitirá que você aprenda sobre sua vida e sobre o mundo “in loco”, gastando bem menos do que você imaginava.

Quando se fala em viajar para fora, as pessoas já visualizam um tsunami de gastos com hotéis, alimentação, tours, guias traduzindo tudo, roupas chiques para visitar os lugares, gastos com visitas a museus, parques, transportes, as compras que levarão...Quando se fala em viagem econômica, o mochilão, corta-se estes gastos pela metade. Ou até metade da metade. É que viajar por conta própria corta o intermediário. É ele quem fica com suas economias, não o local para onde você vai. Viagem por uma agência de turismo sai mais cara porque além dos gastos com funcionários, eles são seu seguro de que tudo correrá bem. Seguro não é barato. Você que tem carro novo e moderníssimo, por exemplo, sabe disso. Aliás, para quê você tem um carro moderníssimo? Um carro popular não combina com sua personalidade? Ah, tá. Você foi pego pela publicidade...Eu entendo disso. Sou formada em publicidade. E nunca exerci. Se é para fazer as pessoas se sentirem felizes, eu deveria ter feito cinema, ou sido atriz. Bem, acho que agora estou trilhando um caminho legal para fazer as pessoas mais realizadas.

Bem, viajar por agência é bem legal porque você tem todo um amparo para que tudo dê certo em sua viagem. Ainda mais gente que está cansado de organizar tudo na vida. Se bem que organizar uma viagem estilo mochilão é algo totalmente diferente e que mostra muito do que você realmente é. Assistindo alguns mochilões pelo youtube, vou conhecendo o perfil desse pessoal. Muita gente está com uma boa grana. Apesar de ficarem em albergues, vão esquiar, mergulham, vão em turma, estão sempre em pubs, baladas em Ibiza. Economizam na estadia para aproveitar na festa. Muito legal. Mas e você que é “durango”, que está pobre?

Mochilar tem um custo e é alto.
Quero dizer que você deverá sacrificar algumas coisas para realizá-lo
. Você quer fazer isso? Tem o desejo de conhecer o mundo? Um pedaço dele? Então vamos lá! Tudo tem a ver com PRIORIDADES e MOMENTO CERTO.

Bye, bye, vaidade...

Ao invés de você comprar aquele tênis de R$400,00 que vai ser parcelado em 10 vezes para você ser roubado nas bocadas em que você anda, ou ser destruído na enchente, ou até roído por rato, compre logo um tênis por menos da metade do preço e que não tenha tido anúncio em tudo quanto é canto da cidade, rádio, TV. Ele também presta, não vai ser desejado por todos e, caso uma das tragédias lá do início do parágrafo aconteçam, a dor será menor.

Ah, você juntou grana para comprar um carro novo, mas está doido para fazer um mochilão? Descobriu como era, que poderia mudar seus planos para o futuro e que vai demandar uma certa quantia. Como é que você estava se virando até agora sem carro? Ônibus dos infernos? Já ouviu falar em trânsito dos infernos, pneu furado, seguro, estacionamento, flanelinha, pequenas ou grandes batidas? Vá pesando os prós. Comece a ver um amontoado no ônibus por mais um tempo como um estudo antropológico. Em que época fica menos gente dentro do ônibus? Qual o público que utiliza o ônibus, como se vestem, qual o humor do cobrador e do motorista? Alguém assiste a Bus TV (eu assisto. Muito boa.), em que época o trânsito fica pior? Gente, somos nós que transformamos nossas realidades. Se isto for insuportável para você, então, opte pelo carro. Fazer o quê?

Hum, um novo “play station”. Fez entrega como motoboy o ano todo para poder juntar grana e comprar este joguinho que vai deixar você um Ás no jogo, dentro do seu quarto, por horas (porque vicia), enquanto o mundo ta seguindo lá fora. Meu, é sua paixão! É uma vitória você adquirir o objeto do seu desejo. Mas, veja bem, quando você adquire um pouco de conhecimento (estou falando de mim) de que há mais para se sugar da vida, você precisa dizer aos outros. E, muito legal seu joguinho, mas a terra ta girando, coisas estão acontecendo e seria legal você fazer parte. Para que você está aqui? Por que você teve a possibilidade de nascer? Vá pensando. A gente tem que viver com dinheiro, então vamos usá-lo bem, com coisas e experiências que valham para a vida, tanto nossa como as dos que nos rodeiam.

O guardanapo sujo de macarronada usado pelo príncipe William, do País de Gales. Meu, tem gente que leiloa isto. E tem gente que tem condições de comprar. E compra, porra! Pô, Adorno já falou tanto da dessacralização da arte, pinturas feitas em série, vai saber se é verdade que aquele é o guardanapo? E se for? Você já está pobre pra caramba e ainda inventa de comprar aquele sutiã de R$60,00 que descobriram que é igual ao da Madonna. Semana passada ele estava a R$20,00 e você nem tinha peito. Hoje você botou umas meias para encher o bojo e sair se achando a Madonna. Aprendam a dar valor verdadeiro às coisas e principalmente à você pelo que é e pelo que poderá se tornar.

Quer fazer um mochilão? Vai ter que aprender o que realmente vale à pena. Este é um ensinamento que vai ser absorvido mais ainda após a conclusão de sua jornada.

Você deverá diminuir o número de baladas também porque cada engradado de cerveja, energizante que você beber , porções de tudo que você pedir em uma noite de balada pesada com os amigos é um dia passeando por Londres, por exemplo, visitando o museu Madame Tousseau(+ou-R$32,00), comendo um sanduíche de frango sentando no Hyde park(+ou- R$6,00), depois visitando o cemitério Highgate(+ou-R$12,00) e depois, fazendo um passeio de barco pelo Tâmisa(+ou-R$24,00). E não se esqueça da diária do albergue(R$80,00). R$154,00 em um dia. Ás vezes, mais ainda. Como eu disse, não é barato. Principalmente a libra. Se bem que você ainda vai andar pela cidade inteira de graça e terá museus gratuitos por lá também. Não se assuste. Estes valores caem até pela metade em outros países. Usei como exemplo a Grã Bretanha para dar logo um susto e você ver o quanto pode economizar para fazer algo diferente do que faz todo mês, ou todo final de semana.

E você não pode ver um sapato novo numa vitrine que logo quer comprar! Quantos pés você tem, Lula molusco? Quantas vezes ao dia você troca de sapato? Ah, mas todos os meus colegas vão reparar que estou sempre com o mesmo sapato. Que bom para eles que podem ficar comprando sapato para os vinte tipos de personalidade que eles querem ter. As pessoas do mundo não ficam olhando para seus pés. Tem coisas mais importantes para elas verem. Veja que maravilha. No mochilão você só vai lembrar de que tem pé quando eles começarem a doer de tanto você ter andado pelo mundo. E você terá, no máximo, dois pares de calçados para pensar em trocar: uma botina ou tênis e uma papete ou sandália.

E as bombetas? Tô falando de bonés estilosos. Vão consumir as cópias que são mais em conta. Gastar dinheiro com isso é demais se você planeja fazer um mochilão!

A gente sempre tem grana, vá. Pagamos nossas contas de consumo, parcela do aluguel, ou casa própria, IPVA, IPTU, seguro, curso de qualquer coisa, transporte, comida, assistência médica.....quando é que vamos ter dinheiro para viver? Desfrutar da vida? E não é que sempre damos um jeito?! !!

Sempre temos o dinheiro para o cigarro, o bar, o fast food, o DVD, o CD, a TV de LCD, o lap top mais caro, sendo que você vai usar só para jogar paciência ou ver filme, o aparelho de som que mais parece um painel de carro(isso é design para seduzir, mas funciona como qualquer outro aparelho de som muito mais barato), o celular mais moderno que a gente usa só pra ouvir mp3 porque não tem grana para pôr crédito, e tem muito mais.

Bom, você já sabe que o mercado quer te seduzir e levar o pouco de dinheiro que você, digamos, tem sobrando, embora. Agora você deve se educar a resistir às tentações vãs e centrar suas parcas economias naquilo que valerá por muito tempo para sua vida. Pode ser uma viagem, uma casa, uma doação para necessitados, um curso de aprimoramento, um aparelho auditivo, uma TV para seus pais, um fogão para sua avó. O importante é aquilo ter uma utilidade especial. É deixar de ser vaidade para ser necessidade, realização e felicidade para muitos. É passar anos e você se lembrar do seu feito com satisfação. Com aquele fogão que comprou para a vó, ela começou a distribuir sopa na rua, ou depois que deu uma TV para os seus pais, eles começaram a conhecer mais coisas do mundo. Ficaram contentes. E você? O que você vai se dar com o dinheiro que você adquiriu com bastante esforço? Um carro com um som tunado, um game louco, andar na estica, ou vai viajar por alguns lugares do mundo? Você já sabe que é possível. O sacrifício é seu por algo que irá beneficiar você. Ou será que você, um rapaz, ou moça, de 23 anos pretende se casar agora?

As pessoas estão se casando cada vez mais tarde, mas ainda existem jovens, bem jovens mesmo, principalmente os que têm situação financeira difícil, que se casam com bem menos de 30 anos. Tenho, sim, observações sobre o matrimônio. Ainda mais quando se é jovem. Nunca fui casada, mas vejo que a vida de um casal é uma empresa. Os gastos são maiores e devem ser divididos. Logo pode vir um rebento, o que aumenta mais os custos da empresa, as decisões são feitas pelos sócios. Considera-se que as coisas são feitas em família, ou seja, aonde um vai, todos vão. Mais gastos. As despesas, mesmo que estejam sendo gastas mais por um dos sócios, serão divididas pelos dois. Vontades, muitas vezes, são suprimidas, pois um dos sócios pode discordar ou pouco se interessar por algo. Ou até temer algo. Como tudo é resolvido em sociedade, alguém pode ficar bem descontente. São coisas que ficam cada vez mais difíceis de serem concluídas. E decepção consigo. “Poxa, será que minha vida se resumirá em pagar conta de casa, ir para o litoral aqui do lado, para o bar aqui da esquina e sustentar criança?” Muita gente vive assim e está satisfeita. É que a ignorância é uma bênção. Quem não sabe é o mesmo que não ver. Você sabe. O que fazer então?

Meus pais se amam. São casados há 41 anos. Meu pai adora viajar. E viajaria muito mais se não fosse pela minha mãe que começou, depois de mais velha, a ter medo de voar, de andar de barco e de sofrer um acidente em estrada. Com a idade, algumas vontades passam, mas para você, que é jovem, coisas não realizadas podem ser frustrantes. Realizem projetos individuais antes de dividir a vida e gastos com mais alguém. Assim, até seu matrimônio poderá, um dia, ser bem sucedido. É bom saber viver só para pensar em dividir a vida com alguém.

Estas são algumas dicas para você que está bem apertado de grana, planejar seu “investimento” (olha aí jogada de marketing) em um mochilão.


Pense bem.


V for Verônica

Escrito por V for Verônica em 17:52:49 | Link permanente | Comments (0) |

MOCHILÃO E CURSO DE TURISMO


Igreja que virou albergue, em Edimburgo - Escócia - 1-entrada; 2-quarto; 3-refeitório no subsolo.


O curso de turismo abrange uma série de matérias que um viajante jamais irá imaginar. É certo que há muita gente que sabe que é pesquisado, analisado, cuidado para que passe muito bem o seu período de férias. E para que divulgue a qualidade do atendimento, claro, e incite mais viajantes a desfrutarem.


Quantidade de atrações que temos em um hotel.

Não estou falando da piscina de Tobogan e, sim, dos agradáveis atendentes, das cores de seu quarto, da disposição da toalha, da força da ducha, das informações prestadas na recepção, de para qual lado estão dispostas as camas, o que há em seu mini freezer. Isto tudo é estudado para melhor atendê-lo. Por todas as cidades do país em que vivemos, o Brasil, o mesmo acontece. Por todo o mundo, acontece de formas diversas.

O berço da hotelaria, a Suíça, é um dos locais onde o turismólogo deveria ir, assim como um muçulmano deve ir à Meca. Em Berna, por exemplo, você é atraído pela arte nas paredes das construções, pela preservação da história. Todas as lojas são agradáveis, tanto pelo que servem como por suas cores e simpático atendimento. Os Centros de Informações Turísticas atendem rapidamente, pois sabem que o viajante quer aprender vendo, quer chegar logo ao seu destino. Então, imediatamente as orientações são dadas e de forma clara. Se não conhecem a língua do cliente, se desdobram para auxiliá-los. Sempre muito solícitos. Na maioria dos Centros de Informações há mapas gratuitos da cidade.

Viajar para um país diferente do seu amplia sua visão para novas formas de servir, de agradar, de atrair o público. Até mesmo o mochileiro, que é um viajante regulado com dinheiro não resiste a algumas atrações, a um charme beduíno para a aquisição de um produto, a comer, uma vez que seja em um restaurante saboroso de preço salgado. E um mochileiro sempre passa a adiante as coisas boas de sua viagem.


Mochileiros do Mundo e o Brasil

Como mochileira, digo que, se nosso país se transformar em uma TERRA DE MOCHILEIROS, o turismo vai ganhar muito em lugares raros. É que o mochileiro vai para onde ele quer, mesmo sem um transporte público. Ele se hospeda, come ou dorme onde der. Imagine um albergue totalmente interagindo com uma floresta, sem estrada, estacionamento. Para chegar até ele só por trilha, limite de 20 camas, onde a cama tem colchão de palha, com comida simples, alguns livros, banheiros coletivos, uso de energia solar e reciclagem de água,um hotel totalmente “verde”, informações sobre todas as trilhas existentes, opção de contratar um guia, aluguel de equipamentos como barraca, lanterna, bateria, canivete, cloro para água ,acesso gratuito à internet, estudantes de turismo trabalhando. O viajante teria como um de seus pensamentos um “Caramba! Até aqui o capitalismo chegou!” Mas duvido que seria seu primeiro sentimento. Acredito que iria ficar encantando com a possibilidade de mais pessoas poderem desfrutar daquele local onde há tanta beleza, ficando em um ambiente agradável, onde pudesse interagir com outros viajantes, sem uma TV para competir por atenção, o capitalismo imperando com diversos artigos para consumo, uma multidão do lado de fora aguardando para se hospedar, fast food do outro lado da rua, serviço de quarto mal feito. E tudo isso por simpáticos R$30,00 a diária. De nada adianta trabalhar com algo de valor alto e para a massa. O benefício para o turismólogo seria no contingente. E o mochileiro é um tipo de viajante mais consciente. Tem pensamentos para o bem da natureza, está disposto a aprender e a dividir. As viagens o tornam assim. Ele anda com menos posses e sabe onde deve deixá-las. É uma parcela do mercado turístico desconhecida em nosso país. Uma parcela que além de viajar, e consumir, também aprende e se torna um cidadão melhor. O mochileiro ainda não foi descoberto em nosso país. E deve-se tomar cuidado. Ele sabe quando é explorado e não vacilará em dormir na casa do vizinho, acampado, ou na rua ao invés de apreciar sua estadia por R$60,00, onde ele só iria dormir.

A política do mochileiro é ter o albergue como local para trocar idéias com pessoas do mundo, cama e, ás vezes, banho. Nada mais. E até isso ele poderia conseguir de graça. É que ainda é muito melhor você ficar em um local que te deixe mais à vontade e um albergue faz isso muito bem. Há muitos como você hospedados nele.


O mochilão do Turismólogo

O turismólogo aprenderá sobre o turismo mochileiro e muito mais sobre atendimento ao turista em geral. Poderá, ainda, fazer um intercâmbio intercalado com o mochilão.

É importante que ele saiba como ser um viajante independente antes de mostrar outros caminhos aos seus clientes. Ele terá mais segurança ao recepcionar. Saberá realmente do que está falando.

Para o turismólogo, realizar uma visita deste estilo é esclarecedor. Um estudo de campo. Visão de como o homem é recepcionado em diferentes culturas. O que é feito para agradá-lo e para fazê-lo consumir lazer. Quais os custos pelos serviços? Qual público consome determinado serviço? O que o país oferece ao viajante? Há tours guiados? Há sinalizações de pontos turísticos pelas cidades? Há passeios que você pode fazer sozinho com indicações pelas ruas? Como é a segurança em determinado país? Há muito policiamento pelas ruas? Os habitantes conseguem auxiliar uma pessoa que fale uma língua diferente? São hospitaleiros? A comida é agradável ao paladar do país onde vivemos? Os hábitos realmente são como os que lemos nas revistas ou é tudo exagero? É possível conferir quando você mete as caras e vai sentir na pele a recepção ao turista. E não seria necessário você se hospedar em um hotel. Visitando a recepção já se identifica, ainda mais sendo um estudioso da área, muitas coisas oferecidas ao cliente. Para quem é mais ousado, o negócio seria solicitar um estágio, ou uma semana de visita à cozinha, ajudando no serviço de quarto, conhecendo o serviço de lavanderia, ou ainda a parte administrativa, que deve ser bem agitada, principalmente em países europeus.

Sugeriria ao estudante de turismo e mesmo ao turismólogo a experiência de um mochilão. É um estilo diferente de viagem, onde você aprenderá mais sobre o mundo por si, conhecerá um público diferente e simples, mas exigente quanto a informação; é econômico, mas disposto a ir em uma cidade remota apenas para visitar um ponto turístico, ou experimentar uma gostosura de determinado lugar. São pessoas que amam a aventura e preferem dispender seu orçamento em algo que realmente tenha significado em seus corações, como um aprendizado que possa dividir.

Então, aproveite sua juventude, ou aproveite sua profissão e aperfeiçoe-se na arte de tirar o melhor de suas viagens e de si. Sempre falo: Mochilão é terapia; é aprendizado para a vida! Vá já fazer o seu!


V for Verônica

Cidadã do Mundo

Escrito por V for Verônica em 17:47:37 | Link permanente | Comments (1) |

E AÍ: FAÇO INTERCÂMBIO? MOCHILÃO? INTERCAMBIO COM MOCHILÃO?

 

Quando a gente dá palestra sobre mochilão, uma das coisas que apresentamos é a diferença entre fazer mochilão, intercâmbio e uma viagem com agência de turismo. Vamos lá às nossas definições:


INTERCÂMBIO – viagem a estudo onde se fica hospedado em casa de família, república, ou procura-se sua própria estadia. Pode-se ter metade do dia livre durante a semana e finais de semana, lembrando-se que também se devem ter horários fora do curso para mais estudo. Afinal, é uma viagem para estudar, qualquer que seja o curso escolhido. Pode-se comprar junto ao curso, passeios de finais de semana, tours, muitas vezes com guias que falem sua língua e que acompanharão você junto a um grupo. Qualquer problema referente a viagem, o cliente deverá contatar a empresa com a qual comprou o curso. Custo alto.


PACOTE DE AGÊNCIA DE TURISMO - viagem onde você escolhe um roteiro pré-determinado, ás vezes mais flexível para ficar ao gosto do cliente, tem tudo organizado pela agência – estadia, passagens, guia que acompanha o grupo e, qualquer problema referente á viagem, é só falar com o guia que ele, sendo representante da agência de turismo, buscará solução. Custo normalmente alto. È que já encontrei umas pechinchas, tipo, 10 dias em Paris, sem guia, com passagem aera ida e volta, city tour e estadia inclusos por aproximadamente R$3.500,00 (outubro de 2007 – CVC). O valor baixo tem tudo a ver com temporada e passagem aérea.


VIAGEM ECONÔMICA – MOCHILÃO – Viagem independente, onde o interessado deverá organizar todos os procedimentos para conclusão do projeto. Estudará e planejará o roteiro, conhecerá a fundo os locais escolhidos para visitar, comprará ele mesmo todos os bilhetes de transporte necessários, reservará as estadias em albergues, hotéis, campings, contato com pessoas para se hospedar em suas casas gratuitamente, preparará sua alimentação, carregará seus pertences sozinho, pesquisará qualquer tipo de diversão extra pessoalmente, como um esporte de aventura, ou um tour pela cidade, seja de ônibus ou de helicóptero, e resolverá qualquer imprevisto ELE MESMO.


São estilos de viagem bem distintos, sendo que um dos objetivos de todos é conhecer o local visitado. Nisto todos serão bem sucedidos. Com certas diferenças como:


Intercâmbio: tempo x resultado no aprendizado x quantidade de locais visitados x custo


Agência de turismo: tempo x quantidade de locais visitados x custo


Mochilão: tempo x quantidade de locais visitados x custo


Estávamos discutindo na comunidade Eber, quero fazer um mochilão, sobre COMBINAR INTERCÂMBIO COM MOCHILÃO, algo que sou TOTALMENTE A FAVOR. Mas acho importante se analisar o tempo disponível para cada um. Nunca fiz intercâmbio e me lembro de ter pensado, bem remotamente, em ir passar um mês estudando nos EUA. Já estava terminando meu curso de inglês aqui e poderia aprender algo além da gramática básica e exercitar a língua no local. E, mais que tudo, conhecer um país estrangeiro, com uma cultura diferente da minha. Como a idéia foi beeeeem vaga, acabei foi fazendo o MOCHILÃO. E devo dizer que não me arrependo.


Olha gente, muita coisa que falo aqui serve como opinião generalizada, mas lembrem-se de que são OPINIÕES MINHAS. Cada um sentirá o benefício do que escolher dentro de si. Eu me senti bem com MINHA ESCOLHA. Cada um deve analisar e sentir o que realmente lhe serve melhor. Não vão menosprezar o projeto que vocês já fizeram, como um intercâmbio ou viagem por agência. O importante é terem absorvido informações, terem aprendido e sentido que cresceram com esta experiência. E que poderão crescer muito mais experimentando novas formas de viajar.


Voltando às minhas opiniões, o tempo é o que determinaria a validade de um intercâmbio ligado a um mochilão. Diria que precisaria de, no mínimo, um mês para realizar cada um, começando pelo intercâmbio e terminando com a prática do que se aprendeu, fazendo o mochilão.


Durante a discussão sobre o assunto, diversos pontos interessantes foram destacados quanto a validade de se fazer um intercâmbio. Só o intercâmbio. Seriam eles:


- aprimoramento da língua

- currículo

- vivência fora do país de origem

- conhecimento de uma nova cultura

- contato com gente do mundo todo em uma sala de aula

- possibilidade de passear nos finais de semana, após a aula, quando cursar somente meio período, ou em determinados dias da semana

- custo nada barato


Quem falava algo desfavorável, ou irrelevante a intercâmbio citava:

- existência de bons cursos no seu país de origem que ensinam o mesmo por muito mesmo

- não ter resultados quanto a currículo, ainda mais quando o curso é de curto período (menos de 2 meses)

- muitas vezes o estudante se envolve com pessoas de seu país e deixa de exercitar a língua que está estudando

- custo nada barato

- valeria mais a pena estudar em seu país e fazer somente o mochilão para exercitar o que aprendeu (este fui eu)


Muitos jovens têm vontade de experienciar um curso de línguas fora de seu país e, quando conhecem o mochilão, têm o desejo de fazê-lo junto. Pois aí estão algumas opiniões. Pense bem, principalmente no CUSTO e veja o que te vale mais.


Sou super a favor de fazer os dois, ainda mais se você tem condições financeiras para arcar com os custos do primeiro. Mas tem tudo a ver com o tempo para fazê-lo. “Ah, mas tem curso até de duas semanas! Então, deve valer a pena!” Olha, eu não sei, não conheço alguém que tenha cursado um mês e não sei se esta pessoa sabe o que é fazer um mochilão, ou se fez um bom curso de línguas aqui em nosso país. Só conversando com alguém que tenha passado por isso. Para mim, menos de um mês de intercâmbio, não enrola ninguém quanto a currículo e considero PERDA DE TEMPO E DINHEIRO DE MOCHILADA.


V for Verônica

Escrito por V for Verônica em 17:37:23 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

POR QUE FAZER UM MOCHILÃO????

Desde a primeira vez que fui para fora do país, com 19 anos, queria fazer uma viagem independente. Primeiro porque queria economizar as finanças do meu pai. Viajar por uma agência nunca foi barato. Ainda mais para o exterior. Segundo, porque queria dormir em albergue, acampar, ir para onde quisesse. Fazer uma viagem bem independente. Era uma onda de Vovó Stella naquela época que só vocês tendo passado por aqueles anos para saber. Nunca tive vontade de ir para a Disney. Mas este sonho de muita gente aconteceu comigo.

Pedi aos meus pais para me deixarem ir para os EUA com a Isabella, minha amiga de infância. Mais precisamente, a California. Nenhum dos pais concordou com isso, mas disseram que se fôssemos com excursão, tudo bem. Qual o remédio?

Queria ir para a Califórnia e conhecer San Francisco por causa do grupo de Rock Metallica. A agência com a qual iríamos passaria por lá e também pelo Arizona, Las Vegas e Flórida. Fiquei bem chateada em ter que viajar com uma agência, mas devo dizer também que foi uma boa viagem. Éramos jovens, nunca havíamos ido para fora do país, nossos pais ficariam bem mais aliviados se fôssemos com alguém que se responsabilizasse por nossas vidas. Não que isso faça alguma real diferença, já que para algo acontecer, basta estarmos aqui.

Ficamos 20 dias viajando por alguns estados dos EUA. Sobrevoamos o Grand Canyon, visitamos minha querida San Francisco, Carmel, Solveig, Los Angeles, Las Vegas, Sedona, o Deserto de Mojave, a represa Hoover. Depois fomos para Miami. Visitamos a Disney, Bush Garden e os Estúdios da Universal. Tudo com guias que falavam espanhol e português, ônibus levando para todos os lados. Lembro que tivemos um dia livre em Los Angeles e um em San Francisco. Uma noite saímos para uma balada, mas não antes de sermos totalmente desencorajadas pelos guias, que tinham responsabilidade sobre nós. Saímos de qualquer forma.

Depois desta viagem, mesmo estando totalmente amparada pelos guias do tour, senti o prazer pelo diferente. Queria ver o que havia por outros lugares do mundo.

Sempre viajei pelo Brasil porque minha família está espalhada por aqui. Conheço a língua, a hospitalidade, a lindíssima natureza. Quero ver o diferente. Falar línguas diferentes, comer coisas diferentes, aprender outros costumes. Obter conhecimento.o mês de março ficou acertado que iríamos nas férias de julho daquele ano de 93. Eu ainda chegaria no Brasil para meu aniversário de 20 anos.

Foi daí que, logo após esta viagem, fui para os EUA, de novo, com minha irmã no ano seguinte.  Fomos no final de janeiro de 94 e voltamos no meio de março. Desta vez, fizemos o tão desejado “backpacking”. A viagem com grana regulada e estadia em albergues, como queria.

Foram dois meses de muito aprendizado. Principalmente porque aprendemos tudo sozinhas. Não lembro de ter visto filmes ou qualquer coisa que nos influenciasse a fazer isso. Lembro, sim, de ter ficado em um albergue em Santos uma vez. E senti um cheiro de viagem no ar.  Queríamos ir sós. Por nossa conta. Pensei: tour nunca mais.

Aprendemos :

-o que realmente devemos levar na mochila;

- onde comer e o que comer;

- fazer amizades pelo caminho;

- mudar rotas inesperadamente;

- controlar as emoções ante um desastre natural;

- acreditar nas pessoas que acabamos de conhecer;

- estudar melhor a história dos locais visitados;

- fazer alguns sacrifícios financeiros, ainda mais porque vai saber se vamos voltar aquele lugar;

- andando se conhece mais as coisas e as pessoas;

- evitar fazer todos os programas de turistas;

- visitar locais fora de roteiro típico.

Daí, fui mais duas vezes com minha irmã para os EUA. Em uma delas, pegamos um “pacote turístico” que sairia bem barato, para passar a virada do ano. Forneceriam apenas a estadia e um tour pela cidade de Nova Iorque. Como já conhecíamos a cidade, fizemos o tour que estava incluso e ficamos passeando por uma semana.  Da outra vez, passamos 10 dias na nossa amada San Francisco. Mas eu queria muito visitar a Europa, onde sabia que iria de encontro a diversas culturas bem diferentes, uma ao lado da outra. Juntei dinheiro e em 2000 fui para a Europa.

Comecei a acertar as coisas no começo do ano de 2000 e já anunciei para os amigos que iria, finalmente, fazer minha primeira viagem de mochila nas costas sozinha. Minha mãe estava bem preocupada. E acredito que deve ter pedido muito em oração para que algo acontecesse porque uma de minhas amigas pediu para ir comigo. Eu topei. Só que ela ficaria apenas duas semanas comigo, enquanto eu ficaria mais três sozinha.

No início de agosto partimos em direção à França, onde visitamos Paris, Versailles, Renes, Cancale e St. Malo. De lá fomos e ferry para Portsmouth, na Inglaterra e a caminho de Londres, onde ficaríamos hospedadas junto com uma amiga da minha amiga que estava morando lá. Isto foi muito bom porque pagamos bem menos para ficar junto com ela do que pagaríamos até em um albergue. Fomos para Edimburgh, Inverness, Oban, Ilha de Skye, Glasgow, e de volta para Edimburgh, onde minha amiga seguiu de volta para Londres para finalizar sua viagem. Precisei do dia seguinte para me adaptar a solidão de “nínguém íntimo, da minha terra junto comigo”. E tudo ficou muito forte. Fiz um tour pelas highlands e a guia, muito perspicaz, logo viu que eu era a única sem “dupla” e muito deslocada do grupo. Quando paramos em uma montanha para apreciar uma vista impressionante, ela veio do meu lado e perguntou se eu estava bem. Disse que sim. Estava apenas me adaptando a ficar só, já que minha parceira de viagem havia voltado para o Brasil. Ela entendeu imediatamente. Deu mais uma palavrinha de confiança para mim e me deixou apreciar aquela paisagem. Depois fui para Stranraer, pegar um barco para Belfast, na Irlanda.

Visitei Belfast, Portree, Portrush, Londonderry, Giants’ Causeway, Ballygally, Galway, uma das ilhas do arquipelago Arran, Cork, Waterford, Blarney, Dublin. Daí peguei um navio para Holyhead, no País de Gales. Visitei Conwy, Cambridge, Bath, York e voltei para Londres. E de volta para o Brasil.

No meio de tudo isto, muita coisa aconteceu. Perdi-me em trilha, com mochila nas costas, no meio de uma vacaiada, peguei carona, fui para lugares onde nunca tinham visto brasileiros (hoje, felizmente, isso não acontece), dividi aluguel de carro com outros mochileiros, inclusive com um cego que viajava com seu cão guia, fiquei uma semana sem ligar para casa, tive que dormir em uma cidade não planejada, sem mochila, porque as cabines de venda de passagem já tinham fechado. Aí, foi ir ao CIT(centro de Informações Turísticas) e ver onde tinha albergue, pousada, o que fosse.  Descobri que não somos só nós que achamos que uma língua soa engraçada; acharam que português soava engraçado na Escócia. Acampei em parque público. Vistas exuberantes, castelos demais, cultura demais. Intoxicação de conhecimento. E olhe que para esta viagem não fiz uma super pesquisa. Andei muito. Falei com muita gente, vi coisas demais. Isso tudo em 35 dias. Mas ainda faria muito mais na minha segunda viagem de mochila.

Em 2003, decidi que iria visitar outros países e tentaria, mais uma vez, pegar 5 semanas. Iria sozinha. Ninguém pensou em vir comigo. Mesma época, final de temporada na Europa, meio de agosto. Desta vez. Fui para Hungria, Polônia, Suiça, Alemanha, França e Espanha.

Desta vez fui para Zentendre, Budapeste e Eger, na Hungria. Na Polônia visitei a Cracóvia, Varsóvia e Auschwitz. Na Suiça, visitei Berna, Lausane, Lugano, Montreux e Genebra. Berlim, na Alemanha, foi visitada por acidente, e valeu muito a pena. Também caí em Viena por acidente. Na França, tive que ver Paris... Na Espanha visitei Madri, Barcelona, Blanes, Figueres, Toledo, Sevilha, Cordoba e Granada.

Nesta viagem fui expulsa de trem e tive que mudar minha rota, por causa de visto. Tive problemas com gente me seguindo em Viena, o que me impossibilitou de conhecer a cidade. Fiz várias amizades de meio de caminho. Andei na madrugada por Paris e também fui seguida. Nadei no Lac Léman, em Montreux, na Suiça. Comi umas 5 panquecas de Nutella em Paris. Fui para lugares onde ninguém me entendia. Banhei em banheiro misto sem portas, pedindo a Deus para ninguém entrar. Emocionei-me com festa folclórica numa praça na Cracóvia. Fui protegida da chuva pela generosidade de turistas. Dividi um taxi com mais 3 nacionalidades: gregos, franceses e poloneses. Aprendi muito mais sobre história, amizade e economia.

Em fevereiro de 2006, tive o desejo de escrever sobre viagem econômica. Queria que mais pessoas se aventurassem pelo mundo. Queria mostrar que se eu conseguia fazer isso, elas também conseguiriam.

Concluí o rascunho do livro em Março. Decidi que iria mochilar novamente em agosto para ver se poderia acrescentar algo mais ao livro.

Em maio, comecei a preparar as coisas (dinheiro). E contei ao povo do serviço que iria, de novo, mochilar pela Europa. Desta vez tinha planos de visitar uns 8 países nas minhas “5 semanas”.

Ivete, minha amiga de serviço disse que havia contado a um amigo dela sobre minha viagem e que ele havia perguntado se eu topava levá-lo comigo. Disse que tudo bem. Ainda mais porque seria uma provação para mim: Eber era um rapaz sem muitas posses, que depois de ouvir quanto eu pretendia gastar ao todo (R$8000,00), disse que poderia conseguir esta quantia para a viagem. Eu ria descobrir se realmente qualquer pessoa poderia mochilar pelo mundo com minhas dicas.

Tudo foi organizado em menos de 2 meses. Eber, que tinha planos de fazer um intercâmbio na Austrália, agora estava a caminho da Europa para visitar nada menos que 8 países, com culturas totalmente diferentes e línguas mais diferentes ainda. Ele não estava preparado para o que aconteceria.

Foram 39 dias: Grécia – Athenas, Tessalonica, Meteora, Corintho, Patras, Corfu. Itália – Pompéia, Napole, Pisa, Florença, Roma, Vaticano, Cinque Terre, Veneza. Austria, Viena, Salzburgo. Rep Tcheca – Cesky Krumlov, Kutna Hora e Praga. Alemanha, Nuremberg. França- Paris, de novo. Ai, Ai....Espanha – Barcelona e Algeciras. Marrocos – Tanger, Marrakesh, Essauira, Ouarzazate e Deserto de Chigaga. Partida de Casablanca.

Também aconteceram coisas aqui: tivemos que dormir uma madrugada às margens do Danúbio, em Viena. Eu vomitei no trem na Rep. Tcheca, porque tava com medo de ser barrada de novo. Quase apanhei em Florença arranjando encrenca com Nigerianos. Vomitei várias vezes atravessando o Atlas, na Africa. Tivemos problemas com carro alugado em Marrakesh, comemos os melhores sorvetes e sucos do mundo. Visitei, mais uma vez, minha querida família na Espanha, enquanto larguei Eber para andar sozinho pela cidade, para sentir o gostinho da independência. Fiz uma trilha deliciosa na Itália. Aprendi a prestar atenção aos feriados nos países. Passei correndo, de novo, pela Alemanha. Fui, pela terceira vez, e, ainda, não suficiente, ao Louvre. Passamos uma noite de lua cheia no deserto de Chigaga.

Voltamos para nosso cotidiano e logo ouvi de minha amiga do serviço que Eber estava muito diferente. Extrovertido, agitado, decidido a estudar fora. Também estava decidido a divulgar esse estilo de viagem às pessoas. Mais um para a campanha de transformar o Brasil numa TERRA DE MOCHILEIROS.

Hoje, meu livro está pronto, Eber tem um blog sobre mochilão e uma comunidade no Orkut, com dicas de mochilão, já fez mais dois mochilões; um pela Grá Bretanha e outro pela Argentina/Chile. Fez duas trilhas pelo Rio de Janeiro e está na busca de viagens sempre que possível, porque MOCHILAR É PRECISO.

Mas faça seu mochilão sozinho porque é Seu pé que te leva pelo mundo.


CONTINUA...

Escrito por V for Verônica em 11:21:57 | Link permanente | Comments (0) |